De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), mais de 70 milhões de pessoas no mundo são afetadas por algum transtorno alimentar. A condição é caracterizada por uma alteração prejudicial no padrão nutricional do indivíduo e pode se manifestar em quatro tipos mais comuns:
- Anorexia nervosa: marcada por uma preocupação constante com a imagem corporal, na qual o sujeito não consegue visualizar sua própria magreza ou redução de peso e, por isso, tende a diminuir seu consumo calórico significativamente;
- Bulimia: com um consumo de calorias elevado, a pessoa costuma desenvolver comportamentos “compensatórios” para eliminar os alimentos ingeridos, o que pode incluir a indução de vômito, o uso de laxantes ou medicamentos inibidores de apetite e exercícios físicos em excesso;
- Compulsão alimentar: nesse caso, o indivíduo apresenta episódios compulsivos recorrentes (de um a dois dias por semana), nos quais ingere muitas calorias de maneira rápida, como forma de “driblar” ou amenizar os próprios sentimentos;
- Ortorexia nervosa: obsessão patológica por seguir uma dieta alimentar regrada e saudável, baseada apenas em produtos naturais ou de baixo processamento, que leva a pessoa a uma restrição alimentar extrema.
Além das consequências psicológicas — como os problemas na autoestima, o isolamento, o desprazer na alimentação e a piora de quadros depressivos —, tais transtornos ainda podem gerar distúrbios nutricionais e doenças crônicas.




