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Zolpidem: conheça os riscos do medicamento utilizado para tratar a insônia

Atualizado em 30/05/2025
Tempo de leitura: 3 minutos

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Foto de uma pessoa deitada com sinais de insônia.

O zolpidem é um medicamento pertencente à classe dos sedativos-hipnóticos, que age de forma a diminuir a atividade cerebral. Ele costuma ser recomendado para tratar quadros de insônia, nos quais a pessoa apresenta dificuldades para adormecer, permanecer dormindo ou voltar a dormir após um despertar indesejado.

Este remédio é bastante conhecido nas redes sociais por seus possíveis efeitos colaterais fortes — que, por vezes, podem levar o paciente a viver situações preocupantes. Há relatos, por exemplo, de indivíduos que chegaram a se alimentar, mandar mensagens, fazer ligações, caminhar pela casa e até mesmo dirigir sem nem se lembrar do que fez no dia seguinte, o que é muito perigoso.

O zolpidem é um medicamento com grandes efeitos deletérios ao organismo e só deve ser utilizado quando bem indicado por um profissional especializado, pelo menor tempo possível e com um controle rigoroso de seus efeitos colaterais.

Como usar o zolpidem

Desde dezembro de 2024, o zolpidem é classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como um remédio de tarja preta. Essa medida foi adotada como forma de combater o aumento nos relatos de uso irregular e abusivo, os quais podem levar a complicações severas, como dependência química e alterações cognitivas.

Sendo um medicamento controlado, só é possível comprar o zolpidem nas farmácias brasileiras a partir da entrega de um pedido médico especial, conhecido como “receita do tipo B (azul)”. Esse documento destaca que a substância solicitada é psicotrópica, e exige que o profissional prescritor seja previamente cadastrado na autoridade local de vigilância sanitária. 

No receituário, o profissional responsável pelo paciente ainda descreve em detalhes a forma como o produto deve ser utilizado. 

Recomenda-se seguir à risca as instruções sobre dosagem, tempo de uso, frequência e formato. O zolpidem está disponível como spray oral e comprimidos de ação rápida, liberação prolongada ou sublingual. A leitura da bula também é sempre indicada.

Efeitos colaterais

Como um medicamento que atua sobre o sistema nervoso central, o zolpidem pode levar à manifestação de diversos efeitos colaterais. Os mais comuns são:

  • Sonolência;
  • Cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Dificuldade em manter o equilíbrio;
  • Náusea;
  • Constipação;
  • Diarreia;
  • Gases;
  • Azia;
  • Dor ou sensibilidade no estômago;
  • Mudanças no apetite;
  • Tremor incontrolável de uma parte do corpo;
  • Sensação de queimação, dormência ou formigamento nas mãos, braços, pés ou pernas;
  • Sonhos incomuns;
  • Vermelhidão, queimação ou formigamento na língua;
  • Boca ou garganta seca;
  • Zumbido, dor ou coceira nos ouvidos;
  • Vermelhidão nos olhos;
  • Dores ou cãibras musculares;
  • Dor nas articulações, nas costas ou no pescoço;
  • Apagão na memória;
  • Sangramento menstrual mais intenso.

Mais raramente, é possível que o uso da medicação cause sintomas um pouco mais severos. Eles podem incluir:

  • Irritação na pele;
  • Urticária;
  • Coceira;
  • Inchaço dos olhos, rosto, lábios, língua ou garganta;
  • Sensação de que a garganta está fechando;
  • Dificuldade para respirar ou engolir;
  • Rouquidão;
  • Falta de ar;
  • Olhos ou pele amarelados;
  • Fezes de cor clara;
  • Batimentos cardíacos acelerados;
  • Visão turva.

No geral, esses efeitos passam com o tempo. No entanto, se perdurarem ou piorarem, o mais indicado é interromper o tratamento e buscar um novo aconselhamento médico. Se necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

Contraindicações 

O zolpidem é contraindicado a pessoas com histórico de alergia a qualquer um de seus componentes. Da mesma forma, ele não deve ser utilizado por quem é intolerante à lactose, uma vez que o composto pode estar presente no remédio.

Antes de iniciar o tratamento com o princípio ativo, recomenda-se informar o médico caso você tenha algum problema de dependência química (álcool, drogas ilícitas ou tabaco),  medicamentos já em uso, transtornos psicológicos (ansiedade, depressão, bipolaridade, etc.) ou apneia do sono. Doenças pulmonares, hepáticas e renais também devem ser sinalizadas. 

Durante a gestação, seu consumo pode prejudicar o desenvolvimento do feto, levando a malformações e até ao parto precoce. 


Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Hospital Israelita Albert Einstein. 

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