Pular para o conteúdo principal
Doações

Hospital do Futuro

Filtrar por:
Tecnologia em monitoramento cardiovascular: essencial na luta contra doenças cardíacas. O alto número de casos e mortes por problemas cardiovasculares impulsiona inovações, que precisam ser incorporadas com agilidade e critério técnico
Cardiologia

A Cardiologia do futuro no Einstein

O grande número de casos e mortes por problemas cardiovasculares impulsiona inovações, que precisam ser incorporadas com agilidade e critério técnico

Não custa reforçar o óbvio: as doenças cardiovasculares são líderes em mortalidade no Brasil e no mundo. São cerca de 400 mil mortes por ano por causa de infarto, AVCs e outros problemas relacionados só no nosso país – o número supera 20,5 milhões ao considerar a população global. Conclusão: a Cardiologia é uma áreas mais pressionadas por inovações que controlem essas doenças e que, acima de tudo, ofereçam cuidados de excelência para os pacientes.

O Einstein assumiu para si esse desafio e preparou a área. “Existem três principais formas de estar na fronteira do conhecimento, e nossa organização persegue todas”, afirma Pedro Lemos, diretor do Programa de Cardiologia do Einstein. São elas:

  1. Desenvolver técnicas cirúrgicas e/ou minimamente invasivas.
  2. Incorporar novas tecnologias.
  3. Criar um ambiente de debate permanente sobre a excelência do cuidado ao paciente cardiológico, que discuta tanto a adoção de inovações como a descontinuação de práticas antigas menos efetivas.

Segundo Lemos, é preciso estar atento ao cenário e antever tendências para aplicar aquilo que realmente trará benefícios. “Não é porque uma técnica é nova que ela precisa ser adotada sem critérios. Mas devemos estudá-la para saber do que se trata”, raciocina.

Foi fazendo esse tipo de análise que, em 2010, o Einstein realizou sua primeira cirurgia robótica na Cardiologia. Hoje, a organização faz esses e outros procedimentos cardíacos avançados com frequência – cardiopatias congênitas, problemas nas válvulas do coração e fibrilação atrial estão entre os alvos.

Por que incorporar essas inovações, e investir em procedimentos menos invasivos? Porque pesquisas e dados de vida real indicam que eles podem oferecer menor tempo de recuperação, uma taxa menor de complicações, com efetividade muito grande. São tecnologias que agregam qualidade de vida, portanto.

Outras tendências não passam batidas. As terapias avançadas, tanto celular quanto gênica, estão no foco da Cardiologia, por exemplo.

“Temos pesquisas em terapia celular mirando a recuperação do músculo cardíaco após infarto e testes com medicamentos para doenças genéticas como amiloidose e a cardiomiopatia hipertrófica”.

Marcelo Franken, gerente médico da Cardiologia do Einstein

A Inteligência Artificial (IA) é mais uma ferramenta incorporada à Cardiologia, tanto para facilitar o cotidiano do paciente, como para melhorar a gestão e oferecer tratamentos personalizados.

“A Inteligência Artificial ajuda a analisar uma abundância de dados e identificar padrões”, exemplifica Franken. Estudos indicam, para citar um caso, que algoritmos facilitam a análise de eletrocardiogramas, especialmente para identificar condições específicas, como a insuficiência cardíaca congestiva. Diante disso, o Einstein estuda a possibilidade de incorporar programas do tipo – para esse e outros exames.

A Inteligência Artificial, aliás, tem também um grande potencial na prevenção de doenças cardiovasculares. “No futuro, cada paciente terá seu escore de risco, que combinará dados genéticos a diferentes fatores ambientais, como exposição à poluição e a atividade física”, projeta Franken. A partir daí, será possível antever problemas e, então, adotar ações que o impeçam de aparecer. “O Einstein está nesse caminho”, garante o cardiologista.

Prova de qualidade

“As acreditações demonstram o compromisso com a melhoria contínua da qualidade, implementando terapias médicas que seguem padrões elevados. Isso não só transforma o atendimento ao paciente, como promove uma cultura de excelência, onde a segurança e a efetividade são priorizadas”, afirma Franken.

Tendências

Outros conteúdos de Cardiologia