Fora do sistema reprodutor masculino, os espermatozoides têm vida curta: sobrevivem apenas alguns minutos. Em condições muito específicas, como um ambiente úmido e com temperatura estável, podem resistir por até cerca de uma hora. Mas, em geral, o contato com pele, roupas, superfícies secas ou água quente costuma ser suficiente para levá-los rapidamente à morte.
A exposição ao ambiente externo deixa os gametas masculinos especialmente vulneráveis. O ressecamento é o principal fator que os inviabiliza, mas o processo também é acelerado por altas temperaturas, mudanças térmicas bruscas e substâncias químicas, que comprometem sua motilidade e sobrevivência.
Há exceções em ambientes controlados — quando o sêmen é coletado em recipientes apropriados e mantido úmido, os espermatozoides podem permanecer viáveis por 30 minutos até duas horas. O mesmo pode ocorrer dentro de preservativos logo após a ejaculação, embora a vitalidade caia rapidamente assim que há contato com o ar.
Por isso, a possibilidade de gravidez após relações sexuais em ambientes como chuveiro, piscina ou hidromassagem é considerada extremamente baixa. Mesmo em banheiras com água morna e sem produtos químicos, os espermatozoides sobrevivem por poucos minutos e teriam de alcançar a vagina quase imediatamente para haver possibilidade de fecundação. Em águas quentes ou tratadas, o calor e os agentes químicos costumam destruí-los em questão de segundos.





