Os resultados são nítidos. Na seara do AVC isquêmico, por exemplo, os resultados do hospital impressionam, segundo dados internos:
- Em 2023, 91% dos pacientes admitidos com AVC não precisaram de nova internação após um mês da alta.
- 94% deles sobreviveram 12 meses após o atendimento para o problema.
- Três meses após a alta, 99% dos pacientes que passaram pelo Einstein com AVC relataram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o tratamento.
A abordagem multidisciplinar e o investimento em novas técnicas de reabilitação devem seguir promovendo avanços para quem sofre com as sequelas dessa emergência de saúde. É nesse contexto que estão surgindo robôs capazes de auxiliar a movimentação da pessoa durante as sessões de fisioterapia.
De olho nessa tendência, o Einstein trouxe o exoesqueleto Hybrid Assistive Limb (HAL), da empresa Cyberdyne. Ele é um robô inteligente que, em vez de fazer os movimentos pela pessoa em reabilitação, potencializa o próprio sinal neurológico residual. A tecnologia acelera a recuperação da marcha — o Einstein foi o primeiro na sua implantação na América Latina.
No momento, a organização está realizando estudos em indivíduos selecionados, o que facilita a chegada de tecnologias como essa para o Brasil e já prepara os profissionais para essa nova onda. A ideia do Einstein é ter um centro de formação e multiplicação do conhecimento para o uso da máquina. Hoje, é preciso ir para o Japão realizar o treinamento.
No início de 2024, o Einstein também se tornou a primeira organização do país a contar com o HIFU (High Intensity Focused Ultrasound, ou ultrassom focado de alta intensidade), um equipamento não invasivo que já vem revolucionando o tratamento de tremor essencial. No futuro, com algumas adequações, a expertise acumulada com essa tecnologia poderá ampliar seu uso para outras condições.