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Análise detalhada de imagens de ressonância magnética: o importante papel da tecnologia na medicina moderna.
Neurologia

Conhecimento e inovação para enfrentar os crescentes desafios da Neurologia 

Da prevenção ao tratamento, passando pela reabilitação, Einstein incorpora arsenal de opções para vencer os dilemas que envolvem nossos neurônios

Hábitos de vida moderna, o envelhecimento populacional, a maior capacidade de diagnóstico e outros fatores têm aumentado o número de doenças atendidas pela Neurologia, entre eles o AVC, demências e Parkinson. Diante dessa pressão, da complexidade do cérebro e da demanda por uma vida digna após o surgimento desses problemas, a especialidade tem sido reorganizada nos hospitais de referência.

No Einstein, ela é uma das áreas que mais se desenvolve, com centros especializados, equipe dedicada e equipamentos de ponta.

“A Neurologia se tornou especialidade estratégica na organização. Dentro do nosso guarda-chuva, já temos diferentes iniciativas maduras”

Polyana Piza, neurologista e Gerente do Programa de Neurologia do Einstein.

Os resultados são nítidos. Na seara do AVC isquêmico, por exemplo, os resultados do hospital impressionam, segundo dados internos:

  • Em 2023, 91% dos pacientes admitidos com AVC não precisaram de nova internação após um mês da alta.
  • 94% deles sobreviveram 12 meses após o atendimento para o problema.
  • Três meses após a alta, 99% dos pacientes que passaram pelo Einstein com AVC relataram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o tratamento.

A abordagem multidisciplinar e o investimento em novas técnicas de reabilitação devem seguir promovendo avanços para quem sofre com as sequelas dessa emergência de saúde. É nesse contexto que estão surgindo robôs capazes de auxiliar a movimentação da pessoa durante as sessões de fisioterapia.

De olho nessa tendência, o Einstein trouxe o exoesqueleto Hybrid Assistive Limb (HAL), da empresa Cyberdyne. Ele é um robô inteligente que, em vez de fazer os movimentos pela pessoa em reabilitação, potencializa o próprio sinal neurológico residual. A tecnologia acelera a recuperação da marcha — o Einstein foi o primeiro na sua implantação na América Latina.

No momento, a organização está realizando estudos em indivíduos selecionados, o que facilita a chegada de tecnologias como essa para o Brasil e já prepara os profissionais para essa nova onda. A ideia do Einstein é ter um centro de formação e multiplicação do conhecimento para o uso da máquina. Hoje, é preciso ir para o Japão realizar o treinamento.

No início de 2024, o Einstein também se tornou a primeira organização do país a contar com o HIFU (High Intensity Focused Ultrasound, ou ultrassom focado de alta intensidade), um equipamento não invasivo que já vem revolucionando o tratamento de tremor essencial. No futuro, com algumas adequações, a expertise acumulada com essa tecnologia poderá ampliar seu uso para outras condições.

Centros especializados

Para assimilar os novos conhecimentos e tecnologias da área – e para se preparar para o futuro – também é necessário se preparar como organização. Dois exemplos de como o Einstein está na vanguarda do conhecimento são encontrados justamente nos centros de excelência vinculados à Neurologia.

Consolidado há mais de uma década, o Centro de Esclerose Múltipla e Doenças Desmielinizantes implantou inovações como um laudo estruturado que facilita a tomada de decisão dos médicos por tornar casos distintos mais comparáveis entre si. Agora, essa mesma inovação se vale da Inteligência Artificial para auxiliar em prognósticos.

Já o Núcleo de Excelência em Memória (NEMO) do hospital vem carregando a bandeira de aumentar a capacidade de prever doenças neurodegenerativas. Dentro de um "check-up da memória", ele mescla exames inovadores de imagem e laboratoriais para acompanhar biomarcadores relevantes para a demência, como o acúmulo da proteína beta-amiloide.

No Centro de Esclerose Múltipla e Doenças Desmielinizantes, encontra-se o Centro de Terapia Medicamentosa, que possui equipe de enfermagem especializada e assistência médica contínua para os pacientes. (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

No Centro de Esclerose Múltipla e Doenças Desmielinizantes, encontra-se o Centro de Terapia Medicamentosa, que possui equipe de enfermagem especializada e assistência médica contínua para os pacientes. (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

Dentro dessa estrutura, pacientes recebem infusões de medicamentos críticos e imunobiológicos, com apoio de tecnologias para facilitar a aplicação. É um espaço dedicado e privativo. (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

Dentro dessa estrutura, pacientes recebem infusões de medicamentos críticos e imunobiológicos, com apoio de tecnologias para facilitar a aplicação. É um espaço dedicado e privativo. (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

Já o Núcleo de Excelência em Memória (NEMO) congrega, em uma só estrutura organizacional, toda a jornada de cuidado necessária para a prevenção e o tratamento de condições que afetam a memória.  (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

Já o Núcleo de Excelência em Memória (NEMO) congrega, em uma só estrutura organizacional, toda a jornada de cuidado necessária para a prevenção e o tratamento de condições que afetam a memória.  (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

O NEMO se vale de exames em laboratório que, com base em amostras de líquor e sangue, detectam eventuais alterações que antecipam o risco de uma demência. (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

O NEMO se vale de exames em laboratório que, com base em amostras de líquor e sangue, detectam eventuais alterações que antecipam o risco de uma demência. (Crédito: Egberto Nogueira/imãfotogaleria)

Especialização e atendimento integrado em duas unidades

Também amparado na Inteligência Artificial, o NEMO vem ampliando o leque de opções que permitem uma avaliação precoce do risco de desenvolver uma doença que afeta a memória, antes do aparecimento dos sintomas.

O objetivo é consolidar, tanto para pacientes quanto para profissionais, uma cultura que incentiva a alteração de fatores de risco também para a cognição, como já ocorre com outras especialidades médicas. A prevenção de problemas neurológicos é um movimento dentro da Medicina que precisa – e já está – ganhando força graças a iniciativas como essa.

O leque de atuação da Neurologia é cada vez mais vasto: vai dos movimentos corporais à memória; do AVC à esclerose múltipla. Abarcar todo esse universo e, ao mesmo tempo, personalizar o cuidado, é um desafio muito discutido atualmente – e que depende da incorporação de conhecimento e tecnologia, como o Einstein tem buscado.

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