Dormir por muitas horas não é, necessariamente, sinônimo de uma boa noite de sono. Inclusive, é comum ouvir relatos de pessoas que, mesmo tendo dormido durante 10 ou 12 horas, ainda acordam cansadas e indispostas. Por que será que isso acontece?
Dormir demais faz mal? Saiba o que pode estar por trás do sono excessivo

Vídeo: Dormir demais faz mal? Especialista explica a hipersonia
Uma das explicações está no fato de que a biologia humana não opera por um número fixo de horas. Embora seja de conhecimento geral que “oito horas de sono é o ideal”, a ciência já demonstrou que isso não é uma verdade. As demandas de sono variam amplamente entre as pessoas, além de mudarem ao longo da vida.
Existem indivíduos que funcionam perfeitamente bem com menos horas de sono e, por isso, são chamadas de “dormidores curtos”. Da mesma forma, há os “dormidores longos”, que precisam de mais horas que a média para acordar bem no dia seguinte. O problema aparece quando as longas noites não resultam em descanso real.
Descompasso entre sono e descanso
A sensação de estar exausto, apesar de dormir por longos períodos, costuma estar associada a um fenômeno conhecido como hipersonia, caracterizado por sonolência excessiva durante o dia. A hipersonia pode ter causas diversas, que vão desde hábitos de sono inadequados a doenças clínicas ou neurológicas.
Em geral, a causa mais frequente é algo que costuma passar despercebido: a síndrome do sono insuficiente. Nela, a pessoa dorme menos do que realmente precisa durante vários dias seguidos e tenta compensar no fim de semana.
Durante esse processo, o corpo tenta recuperar o prejuízo, mas a dívida de sono acumulada não se resolve em uma única noite. Assim, mesmo após muitas horas na cama, o cansaço persiste.
Além disso, há condições de saúde que podem amplificar a sonolência, como certas alterações metabólicas, problemas pulmonares, desequilíbrios hormonais e doenças neurológicas. Nessas situações, o organismo simplesmente não consegue transformar o sono prolongado em descanso efetivo.
Em ambos os casos, o descanso incompleto é manifestado por meio da sensação de peso ou lentidão. A longo prazo, isso ainda pode resultar em alterações no humor, perda de atenção, lapsos de memória e dificuldade de se manter acordado em situações passivas, como ao assistir a um filme ou participar de uma reunião.
Ajuda profissional
Não é necessário chegar ao ponto de apresentar lapsos de memória, irritabilidade e queda no desempenho para buscar ajuda especializada. Assim que a sonolência excessiva começa a interferir na rotina, já é recomendado iniciar uma investigação do caso.
O especialista mais indicado para tratar esses quadros é o médico do sono, que geralmente tem formação em neurologia, pneumologia ou psiquiatria. Esse profissional está preparado para avaliar se o excesso de sono é apenas uma característica individual ou se está ligado a condições mais complexas.
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