O uso da hidroxizina é contraindicado em diversas situações devido ao seu potencial de causar efeitos graves. A principal restrição envolve gestantes e lactantes, já que o medicamento está associado ao risco de malformações fetais e não se sabe ao certo se ele é excretado no leite materno.
Pessoas com problemas cardíacos, especialmente aquelas com síndrome do QT longo, arritmias, histórico de ataque cardíaco ou desequilíbrios eletrolíticos, também não devem usá-la. Esse remédio é igualmente contraindicado para indivíduos com alergia à hidroxizina ou a outros anti-histamínicos, como cetirizina e levocetirizina.
Em razão da maior vulnerabilidade a efeitos colaterais, pacientes com glaucoma, obstrução urinária, dificuldades no esvaziamento da bexiga ou bloqueios no trato gastrointestinal devem ter um cuidado redobrado ao seguir o tratamento.
Vale lembrar, por fim, que o medicamento interage com diversas classes de fármacos, incluindo antibióticos, antidepressivos, antipsicóticos, opioides, relaxantes musculares e outros depressores do sistema nervoso central, podendo intensificar sedação ou aumentar o risco de arritmias. Por essas razões, seu uso deve ser cuidadosamente avaliado por um médico, que considerará o histórico clínico e os demais medicamentos em uso.
Revisão técnica: Mariana Jancis Unelo Rigolo (CRM 198725), membro do corpo clínico e da unidade de pronto-atendimento do Einstein Hospital Israelita. Residência em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina do ABC e especialização em Geriatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.