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Mupirocina: indicações e cuidados ao usar a pomada antibacteriana

Atualizado em 02/06/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

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Uma pessoa aplica a pomada na região do joelho para combater infecção bacteriana.

A mupirocina é um medicamento de uso tópico pertencente à classe dos antibióticos. Sua ação ocorre por meio da inibição do crescimento e da multiplicação de bactérias.

Disponível na forma de pomada, ela é indicada para o tratamento de infecções bacterianas da pele, como impetigo, foliculite e furunculose. Também pode ser utilizada para a erradicação de estafilococos presentes na pele.

Em contextos hospitalares e preventivos, a mupirocina pode ser recomendada antes de procedimentos cirúrgicos ou em ambientes com disseminação de infecções cutâneas, justamente para reduzir o risco de colonização bacteriana.

Como usar a mupirocina

Classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento de tarja vermelha, a mupirocina só pode ser comercializada mediante apresentação e retenção de receita médica.

Quando utilizada sem indicação adequada, a medicação pode trazer prejuízos à saúde. Além de comprometer a eficácia do tratamento, o uso indiscriminado favorece o desenvolvimento de resistência bacteriana.

A pomada deve ser aplicada diretamente sobre a área afetada da pele, geralmente em camada fina. A recomendação padrão, tanto para adultos quanto para crianças, é aplicar até três vezes ao dia, por um período máximo de dez dias, sempre conforme a resposta clínica do paciente.

A região tratada pode ser coberta com gaze ou curativo, desde que não haja contraindicação médica. Após cada aplicação, é essencial higienizar as mãos para reduzir o risco de disseminação da infecção. Outro ponto importante é o descarte da pomada: ao término do tratamento, recomenda-se eliminar o restante do produto.

Efeitos colaterais

De modo geral, a mupirocina apresenta boa tolerabilidade, principalmente devido à sua baixa absorção sistêmica quando aplicada sobre a pele íntegra. Ainda assim, efeitos adversos podem ocorrer.

As reações mais comuns incluem ardência e prurido no local da aplicação. Com menor frequência, podem surgir eritema, sensação de formigamento, ressecamento da pele e reações de sensibilização cutânea.

Casos raros, porém potencialmente graves, envolvem reações alérgicas sistêmicas, como urticária, angioedema e, em situações extremas, anafilaxia. Nessas circunstâncias, é recomendado buscar atendimento médico imediato. Se necessário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pode ser acionado pelo número 192.

Contraindicações

A principal contraindicação da mupirocina é a hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula. Pacientes com histórico de alergia ao medicamento ou a substâncias semelhantes devem evitar seu uso.

Não há restrições específicas relacionadas à faixa etária, mas o uso em crianças deve ocorrer sob acompanhamento médico. Também é necessário cautela em pacientes com insuficiência renal moderada ou grave, especialmente devido à presença de polietilenoglicol na formulação, substância que pode ser absorvida por feridas abertas e eliminada pelos rins.

Durante a gravidez, a mupirocina é classificada como categoria de risco B, o que indica ausência de evidências de risco em estudos com animais, embora ainda existam dados limitados em humanos. Assim, seu uso deve ocorrer apenas sob orientação médica. O mesmo cuidado se aplica ao período de amamentação, especialmente quando o medicamento for aplicado na região das mamas.

Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), especialista em Clínica Médica e médico do pronto-atendimento e corpo clínico do Einstein Hospital Israelita.

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