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Semanas da gestação: o que acontece na 4ª semana de gravidez?

Atualizado em 09/01/2026
Tempo de leitura: 3 minutos

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Uma pessoa olhando para o resultado de um teste de gravidez.

Nessa fase, alterações já são notáveis no corpo da mulher; veja cuidados e exames que podem ser feitos

Na quarta semana de gravidez, o embrião tem apenas 2 milímetros, ou seja, ainda se assemelha a um grão de gergelim! Seu formato também é alongado, diferente daquele que associamos ao feto.

No entanto, as transformações no corpo da mulher já são visíveis. Hormônios como o beta hCG, o estrogênio e a progesterona estão em alta, para garantir a proteção e o desenvolvimento do embrião.

Exames na 4ª semana

Muitas mulheres descobrem que estão grávidas nessa fase, ao notarem que a menstruação atrasou. O beta hCG pode ser medido por exame de sangue ou de urina. Testes de farmácia podem ser confiáveis, mas os de laboratório são mais precisos.

A ultrassonografia pode mostrar, nessa fase, apenas um pequeno saquinho gestacional. Por isso, o mais comum é segurar a ansiedade e deixar o exame para as semanas seguintes, exceto se existir algum sintoma preocupante.

Principais sintomas

Algumas manifestações podem surgir ou se tornar um pouco mais intensas, como:

  • cansaço e desânimo;
  • irritabilidade e choro fácil;
  • seios doloridos;
  • sensibilidade a certos cheiros;
  • alterações no paladar;
  • náuseas;
  • salivação excessiva;
  • cólicas.

O sangramento de nidação iniciado na semana anterior, que também pode se apresentar como um corrimento marrom, pode durar alguns dias para algumas mulheres, embora nem todas o percebam.

Isso acontece porque o embrião invadiu a decídua, uma camada de células que recobre o útero e ajuda a compor a placenta, rica em vasos sanguíneos. Assim, esse sangramento discreto, que pode acompanhar uma leve cólica, não deve ser visto com preocupação.

Dá para saber a data do parto?

A data provável do parto (DPP) considera o período de 40 semanas e um dia. Para que ela seja calculada, os médicos utilizam a regra de Naegele: soma-se 7 ao dia que corresponde à última menstruação e subtrai-se 3 do número do mês correspondente à data da última menstruação (DUM).

Por exemplo: se a gestante menstruou pela última vez no dia 12 de novembro (12/11), a data provável do parto deve ser calculada da seguinte forma: 12 (DUM) + 7, que é igual a 19; e 11 (mês da DUM) – 3, que é igual a 8. A DPP, portanto, será 19/08, ou 19 de agosto. Lembre-se que esta é apenas uma data provável, ou seja, uma estimativa.

Cuidados com a alimentação

Além de seguir uma dieta equilibrada — rica em vegetais, legumes, frutas, cereais e leguminosas —, é importante prestar atenção em medidas de higiene e conservação dos alimentos. Isso evita a contaminação por microrganismos que podem colocar a saúde da mãe e do bebê em risco.

Veja algumas medidas úteis:

  • Lavar bem as mãos antes de comer e preparar as refeições.
  • Manter animais de estimação longe do preparo dos alimentos.
  • Higienizar corretamente os vegetais antes do consumo (aqueles que serão consumidos crus devem ser deixados de molho em solução de hipoclorito de sódio a 2% por 10 a 15 minutos).
  • Guardar a comida na geladeira logo após o preparo ou, no máximo, duas horas depois.
  • Lavar bem todos os utensílios que tenham contato com carne, peixe ou frango cru.
  • Descongelar o alimento dentro da geladeira, já que o deixar fora pode levar a contaminação.
  • Evitar carnes cruas ou malpassadas, bem como peixe cru.
  • Consumir ovos que estejam com a gema bem cozida.
  • Utilizar leite e derivados sempre pasteurizados.
  • Não consumir bebida alcoólica (lembre-se: não existe dose segura de álcool).
  • Evitar chás de ervas, como hortelã, camomila, canela, hibisco, sene. Já chás de frutas e de gengibre podem ser consumidos com moderação.
  • Limitar o consumo de cafeína (café, chá mate, chocolate e alguns refrigerantes) a 200 mg por dia (cerca de uma xícara de café).
  • Dar preferência a alimentos orgânicos, principalmente no caso daqueles que são mais expostos a agrotóxicos (pimentão, laranja, morango, pepino, alface, cenoura, abacaxi, tomate, mamão, couve).
  • Acondicionar alimentos em recipientes de vidro, especialmente aqueles que serão congelados ou precisarão ser aquecidos; e evitar os de plástico.
  • Evitar o consumo regular de produtos ultraprocessados, como biscoitos, bolos prontos, suco de caixinha, salsicha, macarrão instantâneo, nuggets e temperos prontos.

Revisão técnica: Rômulo Negrini (CRM 113055/RQE 54854), coordenador médico materno-infantil do Einstein Hospital Israelita.

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