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Venlafaxina: conheça as indicações e os efeitos colaterais do antidepressivo

Atualizado em 20/01/2026
Tempo de leitura: 3 minutos

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Uma pessoa destacando o medicamento antidepressivo da cartela para o consumo.

A venlafaxina pertence ao grupo dos antidepressivos conhecidos como inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN). Esse tipo de medicamento atua diretamente no sistema nervoso central, aumentando a disponibilidade dessas duas substâncias no cérebro, que estão relacionadas à regulação do humor, da ansiedade, do sono e da resposta emocional ao estresse.

Por favorecer o equilíbrio neuroquímico, é amplamente utilizada no tratamento do transtorno depressivo maior e de diferentes transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, fobia social e transtorno do pânico. Em alguns casos, também pode ser indicado para a prevenção de recaídas da depressão.

Como usar a venlafaxina

A venlafaxina é classificada como medicamento de tarja vermelha pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso significa que sua comercialização exige a apresentação de receita médica, com retenção de uma via, medida que visa garantir maior controle sobre o uso da substância.

Por apresentar risco de reações adversas potencialmente graves, a venlafaxina deve ser utilizada exclusivamente conforme orientação médica. A automedicação pode comprometer a eficácia do tratamento e levar a complicações, incluindo sintomas de abstinência.

O medicamento está disponível na forma de comprimidos de liberação imediata e cápsulas de liberação prolongada, ambas para uso oral. A dose varia de acordo com cada paciente. Em geral, o tratamento é iniciado com doses mais baixas, que podem ser ajustadas de forma gradual, sempre com acompanhamento médico regular.

Efeitos colaterais

Especialmente nas primeiras semanas de uso, a venlafaxina pode causar efeitos adversos como:

  • Náusea;
  • Boca seca;
  • Diminuição do apetite;
  • Sudorese excessiva;
  • Sonolência;
  • Tontura;
  • Dor de cabeça.

Também são relativamente frequentes os relatos de impacto na vida sexual, que podem incluir:

  • Diminuição da libido;
  • Dificuldade de ereção;
  • Ejaculação retardada;
  • Atraso ou ausência de orgasmo.

Em muitos casos, esses efeitos tendem a diminuir com o tempo, mas podem persistir em alguns pacientes.

Mais raramente, podem ocorrer efeitos colaterais graves, como:

  • Alterações do ritmo cardíaco;
  • Convulsões;
  • Sangramentos;
  • Confusão mental intensa;
  • Alucinações;
  • Febre associada à rigidez muscular;
  • Aumento da pressão intraocular, com risco de desencadear crises de glaucoma de ângulo fechado em pessoas predispostas.

Diante desses sinais, é fundamental procurar atendimento médico imediato em um pronto-socorro. Se necessário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pode ser acionado pelo número 192.

O acompanhamento médico é especialmente importante nas fases iniciais do tratamento e durante os ajustes de dose. Nesse período, podem surgir alterações de humor, aumento da ansiedade ou pensamentos suicidas, sobretudo em pacientes jovens.

Contraindicações

A venlafaxina é contraindicada para pessoas com histórico de alergia a qualquer componente de sua fórmula, bem como para indivíduos sensíveis à desvenlafaxina, substância quimicamente relacionada. Também não deve ser utilizada por pacientes com glaucoma de ângulo fechado não controlado.

Outra contraindicação importante é o uso concomitante com inibidores da monoamina oxidase (IMAO). Deve haver um intervalo mínimo de 7 a 14 dias entre a suspensão de um desses medicamentos e o início do outro, a fim de evitar interações medicamentosas graves.

Pacientes com doenças cardíacas, hipertensão arterial não controlada, histórico de convulsões, transtorno bipolar, alterações da tireoide, doenças hepáticas ou renais, distúrbios de coagulação ou níveis baixos de sódio no sangue devem utilizar a venlafaxina apenas após avaliação médica criteriosa. O uso em gestantes, lactantes e menores de 18 anos requer análise individualizada dos riscos e benefícios.

Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), especialista em Clínica Médica e médico do pronto-atendimento e corpo clínico do Einstein Hospital Israelita.

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