Originário das regiões montanhosas da Ásia Central, o alho é usado desde a Antiguidade por civilizações de regiões dos atuais Egito, Índia e China, tanto para fins culinários quanto medicinais. No Brasil, ele é ingrediente essencial na cozinha, mas seus benefícios à saúde também têm se tornado cada vez mais conhecidos.
E o que o alho tem que o torna tão especial? Além de dar sabor à comida, ele libera substâncias muito potentes quando é amassado, picado ou mastigado. Uma delas é a aliina, que por si só não tem cheiro nem efeito marcante. Quando o alho é cortado ou amassado, entra em ação uma enzima chamada alinase, que transforma a aliina em alicina — substância responsável pelo odor característico do alho e, mais importante, por grande parte de seus efeitos benéficos.
A alicina age como um tipo de defesa natural: tem propriedades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias, ajudando o corpo a se proteger contra inflamações e micro-organismos. É por isso que o alho é considerado tão especial, tanto na cozinha quanto na medicina tradicional. Estudos científicos mostram que, por meio de seus compostos, o alho pode contribuir para a saúde de várias formas.
A melhor maneira de consumi-lo é cru ou levemente processado. O aquecimento excessivo, como na fritura ou no cozimento prolongado, pode inativar a enzima alinase, reduzindo a formação de alicina e, consequentemente, diminuindo os efeitos benéficos. A recomendação é picar ou esmagar o alho e deixá-lo repousar por alguns minutos antes de cozinhar, permitindo que a alicina se forme.




