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Ácido retinoico: saiba para que serve e quais são as contraindicações

Atualizado em 05/12/2025
Tempo de leitura: 2 minutos

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É fundamental consultar um dermatologista antes de iniciar qualquer tratamento. O profissional poderá indicar a melhor forma de uso para sua pele.

O ácido retinoico, também conhecido como tretinoína, é uma substância derivada da vitamina A e pertencente à classe dos retinoides, compostos responsáveis pela regulação do crescimento e da diferenciação celular. Seu mecanismo de ação varia conforme a forma de uso, sendo empregado tanto na dermatologia quanto na oncologia.

No tratamento oncológico, o ácido retinoico atua inibindo o crescimento de células cancerígenas e induzindo a maturação de células sanguíneas anormais. Esse processo é fundamental para controlar a leucemia promielocítica aguda (LPA), um tipo raro de leucemia caracterizado pelo acúmulo de células imaturas na medula óssea e no sangue.

No uso dermatológico, a tretinoína estimula a renovação celular da pele, desobstrui os poros e promove a formação de colágeno. Isso resulta na redução de cravos, espinhas, rugas finas e manchas causadas pelo sol.
 

Como usar o ácido retinoico

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica o ácido retinoico tópico como um produto de tarja vermelha, sujeito à apresentação de prescrição médica.

Ele pode ser encontrado em diferentes apresentações. A versão oral, administrada em cápsulas, é de uso restrito a hospitais. Já os produtos em creme ou gel, indicados para uso dermatológico, estão disponíveis em diversas concentrações e devem ser utilizados conforme orientação de um médico especialista. O tempo de tratamento varia: pode levar semanas, nos quadros de acne, ou meses, nos casos de manchas.

O uso excessivo ou indevido não acelera os resultados — na verdade, pode agravar os efeitos irritativos do produto. O tratamento deve ser seguido exatamente como prescrito, sem aumento ou redução da dose indicada pelo profissional de saúde.
 

Efeitos colaterais

Os efeitos adversos variam conforme a via de administração.

Uso oral

Pode causar fraqueza, dor óssea, tontura, náusea, alteração da visão, aumento do colesterol e disfunção hepática. Em casos graves, há risco de sangramentos, infecções e arritmias cardíacas.

Uso tópico

Os efeitos mais comuns são vermelhidão, descamação, ardência, coceira e ressecamento da pele. Em casos mais severos, podem ocorrer irritação intensa, formação de bolhas ou crostas e alteração da cor da pele.

Contraindicações

O uso de tretinoína, tanto oral quanto tópica, é contraindicado para pessoas alérgicas a retinoides ou a outros derivados da vitamina A. O mesmo se aplica a indivíduos diagnosticados com insuficiência hepática severa, devido ao risco aumentado de toxicidade.

O medicamento também não é recomendado para gestantes e lactantes, pois pode causar malformações graves no feto e prejudicar o desenvolvimento da criança.

Algumas condições não contraindicam o uso da tretinoína, mas exigem acompanhamento médico rigoroso devido ao maior risco de efeitos adversos.

É o caso de indivíduos com: 

  • Algumas condições hepáticas, cardíacas ou níveis elevados de colesterol e triglicerídeos;
  • Histórico de eczema, rosácea ou pele extremamente sensível;
  • Alergia a peixes (algumas formulações tópicas podem conter derivados marinhos);
  • Uso simultâneo de outros produtos dermatológicos irritantes, como ácidos, peróxido de benzoíla, álcool, adstringentes ou ceras depilatórias;
  • Forte exposição solar ou que vivem em regiões muito quentes ou muito frias, pois a pele pode se tornar mais sensível durante o tratamento.

Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), médico do Pronto Atendimento e Corpo Clínico, especialista em Clínica Médica do Einstein Hospital Israelita

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