A maioria das pessoas atinge a altura máxima entre o fim da adolescência e o início da idade adulta. Em geral, meninas param de crescer por volta dos 14 aos 15 anos, enquanto meninos costumam alcançar a estatura final entre os 18 e 20 anos. Em casos raros, especialmente quando a puberdade começa mais tarde, o crescimento pode se estender até o início da terceira década de vida.
O desenvolvimento em altura depende do funcionamento das chamadas placas de crescimento, áreas de cartilagem localizadas nas extremidades dos ossos longos. Durante a infância e a adolescência, essas placas permanecem “abertas”, permitindo que os ossos se alonguem.
Com o avanço da puberdade, sob influência hormonal, elas se fecham em um processo conhecido como fusão epifisária. Uma vez consolidadas, não há possibilidade de aumento da estatura.
Estirão
A puberdade é o período de maior velocidade de crescimento. Nos meninos, ela pode começar entre os 9 e 15 anos, com o pico do estirão ocorrendo geralmente entre os 12 e 15 anos. A fase puberal dura de dois a cinco anos, mas permanecer mais tempo nela não significa, necessariamente, ficar mais alto.
Nas meninas, a puberdade costuma começar mais cedo, entre os 8 e 13 anos. O estirão de crescimento acontece, em média, entre os 10 e 14 anos, com pico por volta dos 11 ou 12 anos. Após a primeira menstruação (menarca), o ganho adicional de altura costuma ser limitado — em média, cerca de cinco a sete centímetros — e a altura adulta geralmente é atingida até os 15 anos.
É importante lembrar que, embora a altura se estabilize no fim da adolescência, o desenvolvimento corporal continua. O cérebro humano, por exemplo, só completa sua maturação estrutural por volta dos 25 anos. Ou seja, parar de crescer em estatura não significa que o corpo tenha concluído todo o seu processo de desenvolvimento biológico.
O que influencia
Cerca de 80% da altura de uma pessoa é determinada pela genética. A chamada estatura-alvo familiar utiliza a altura do pai e da mãe para estimar a estatura provável do filho na idade adulta. O cálculo é feito a partir das seguintes fórmulas:
- Mulheres: (altura da mãe + altura do pai − 13 cm) ÷ 2
- Homens: (altura da mãe + altura do pai + 13 cm) ÷ 2
O resultado indica uma média estimada, com variação aproximada de 5 cm para mais ou para menos. No entanto, trata-se apenas de uma referência estatística, e não de uma previsão exata.
Depois da genética, a alimentação é o fator mais relevante. Deficiências de proteínas, minerais e vitaminas — especialmente das vitaminas D e A — podem comprometer o crescimento.
Quadros de desnutrição prolongada estão associados à baixa estatura e ao atraso puberal. Da mesma forma, privação de sono e estilo de vida sedentário também podem representar problemas para a saúde óssea, muscular e metabólica.
Acompanhamento médico
O acompanhamento pediátrico regular é essencial para monitorar as curvas de crescimento. Desvios importantes em relação ao padrão esperado para idade e sexo, sinais de puberdade muito precoce ou muito tardia, bem como crescimento abaixo do esperado, devem ser avaliados. Exames clínicos, laboratoriais e radiografias que analisam a idade óssea ajudam a determinar se o ritmo de crescimento está dentro da normalidade.
Se necessário, o tratamento pode incluir ajuste alimentar, suplementação nutricional, controle rigoroso de doenças crônicas e até reposição hormonal em casos de deficiência do hormônio do crescimento (GH).
Distúrbios da tireoide também podem interferir no crescimento e no desenvolvimento puberal e, quando presentes, devem ser tratados adequadamente. Quanto mais cedo a alteração for detectada, maiores são as chances de intervenção eficaz.





