A hidroclorotiazida é um medicamento diurético tiazídico, que estimula os rins a eliminarem sódio e água pela urina. Esse processo reduz o volume de líquidos circulantes no corpo, diminui a pressão dentro dos vasos sanguíneos e ajuda a controlar a retenção de líquidos.
Costuma ser indicada para o tratamento de hipertensão arterial, podendo ser utilizada de forma isolada ou em associação com outros anti-hipertensivos. A medicação também pode ser usada no controle de edemas associados à insuficiência cardíaca congestiva, à cirrose hepática, às doenças renais e à retenção de líquidos provocada pelo uso de corticosteroides ou estrogênios.
Como usar a hidroclorotiazida
Classificada com tarja vermelha pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a hidroclorotiazida só pode ser comercializada mediante a apresentação de uma receita médica.
A dosagem e a posologia variam de acordo com cada caso. Por isso, o tratamento deve ser feito exatamente como instruído pelo médico. A automedicação pode afetar a eficácia do produto, além de aumentar o risco de efeitos colaterais graves.
Efeitos colaterais
Entre os efeitos adversos mais frequentes da hidroclorotiazida estão:
- Aumento da frequência urinária;
- Dor de cabeça;
- Diarreia;
- Perda de apetite;
- Fraqueza;
- Queda de cabelo.
Em função da eliminação excessiva de líquidos e sais minerais, podem surgir sinais de desidratação e desequilíbrio eletrolítico, que exigem atenção médica. Esses incluem:
- Boca seca;
- Sede intensa;
- Náusea;
- Vômito;
- Cansaço;
- Sonolência;
- Confusão mental;
- Cãibra;
- Alterações nos batimentos cardíacos.
Mais raramente, o usuário pode sofrer reações cutâneas, como:
- Coceira;
- Urticária;
- Irritação;
- Bolhas;
- Descamação da pele.
Além disso, pode haver aumento da sensibilidade à luz solar.
Contraindicações
A hidroclorotiazida é contraindicada para pessoas com alergia a qualquer ingrediente em sua composição, bem como pacientes com dificuldade para urinar. O uso também deve ser feito com cautela e sob rigoroso acompanhamento médico em indivíduos com doenças renais ou hepáticas, gota, glaucoma, diabetes, lúpus eritematoso sistêmico, distúrbios eletrolíticos, níveis elevados de cálcio no sangue ou histórico de alergia à penicilina.
É importante informar ao médico sobre todos os medicamentos em uso, pois a hidroclorotiazida pode interagir com diversos medicamentos, incluindo anti-inflamatórios não hormonais e outros anti-hipertensivos. Isso reforça a necessidade de acompanhamento médico regular, com monitoramento da pressão arterial, da função renal e dos níveis de eletrólitos ao longo do tratamento.
Gestantes, lactantes e crianças só devem usar a medicação se houver recomendação e acompanhamento médico.
Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).




