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Rosuvastatina: entenda como o medicamento ajuda a controlar o colesterol

Atualizado em 12/03/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

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Uma pessoa com um copo com água e um comprimido de rosuvastatina nas mãos.

A rosuvastatina é um medicamento da classe das estatinas, indicada para o controle do colesterol e a redução do risco cardiovascular. Sua principal ação ocorre no fígado, onde bloqueia a enzima HMG-CoA redutase, essencial para a produção de colesterol pelo organismo.

Ao inibir essa via, o fármaco reduz a síntese de colesterol e, simultaneamente, aumenta a captação de LDL, popularmente chamado de “colesterol ruim”, da corrente sanguínea. O resultado é a diminuição dos níveis de colesterol total, do LDL e até mesmo dos triglicerídeos — o tipo mais comum de gordura no corpo. Além disso, a rosuvastatina promove aumento do HDL, o “colesterol bom”.

Na prática clínica, a rosuvastatina é prescrita como adjuvante à adoção de hábitos como alimentação saudável e prática de exercícios físicos, quando essas medidas não são suficientes para controlar alterações lipídicas. Ela é indicada para adultos com:

  • Hipercolesterolemia primária;
  • Dislipidemia mista;
  • Hipertrigliceridemia isolada;
  • Hipercolesterolemia familiar homozigótica.

O medicamento também pode ser utilizado para retardar a progressão da aterosclerose e reduzir o risco de eventos cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Em situações específicas, pode ser indicado para crianças e adolescentes com formas hereditárias de colesterol elevado.

Como usar a rosuvastatina

Classificada como medicamento de tarja vermelha pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a rosuvastatina só pode ser comercializada mediante apresentação de receita médica. Essa medida busca maior controle sobre o uso do produto que, se utilizado de forma indiscriminada, pode aumentar o risco de efeitos adversos graves ou comprometer a efetividade do tratamento.

A rosuvastatina é administrada por via oral, geralmente em dose única diária. As doses variam conforme o perfil do paciente. Em geral, o tratamento é iniciado com doses mais baixas, que podem ser ajustadas gradualmente, conforme exames laboratoriais e acompanhamento adequado.

Mesmo quando os níveis de colesterol se normalizam, a interrupção do medicamento só deve ocorrer com orientação médica, já que o benefício está diretamente ligado ao uso contínuo, associado a hábitos saudáveis.

Efeitos colaterais

A maioria dos pacientes tolera bem a rosuvastatina, mas efeitos adversos podem ocorrer. Os mais comuns incluem:

  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Desconforto abdominal;
  • Náusea;
  • Fraqueza;
  • Constipação.

Alterações de memória e episódios de confusão mental também podem ser relatados, embora sejam menos frequentes. Entre os efeitos mais graves, destacam-se:

  • Febre;
  • Urina escura ou avermelhada;
  • Amarelamento da pele ou dos olhos;
  • Cansaço extremo;
  • Sangramentos;
  • Aparecimento de hematomas;
  • Perda de apetite;
  • Irritação na pele;
  • Urticária;
  • Coceira;
  • Dificuldade para respirar ou engolir;
  • Inchaço no rosto, garganta, língua, lábios, olhos, mãos, pés, tornozelos ou parte inferior das pernas;
  • Rouquidão.

Caso qualquer um desses sintomas apareça, busque ajuda médica imediatamente. Se necessário, acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo número 192.

Contraindicações

A rosuvastatina é contraindicada para pessoas com doença hepática ativa ou hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula, devido ao maior risco de efeitos adversos graves.

Gestantes, lactantes e pacientes com histórico de problemas musculares, doenças renais, hipotireoidismo não controlado ou consumo elevado de álcool devem usar o medicamento apenas sob orientação médica especializada.

Revisão técnica: João Roberto Resende Fernandes (CRM-SP 203006/RQE 91325), especialista em Clínica Médica e médico do pronto-atendimento e corpo clínico do Einstein Hospital Israelita.

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