A sexta semana de gravidez marca o início de grandes transformações no corpo da mulher e no desenvolvimento do bebê. Mesmo que ainda não seja possível ver mudanças externas, muita coisa já está acontecendo, e entender essas etapas ajuda a trazer mais segurança e tranquilidade.
Nesta fase, o bebê mede entre 4 e 6 milímetros (mm), aproximadamente o tamanho de um grão de lentilha. Apesar de tão pequeno, seu desenvolvimento é notável:
- Tubo neural em formação acelerada: essa estrutura dará origem ao cérebro e à medula espinhal
- Formação do coração primitivo: já pode apresentar batimentos, visíveis no ultrassom transvaginal.
- Estruturas do rosto: começam a surgir olhos, orelhas e mandíbula.
- Primeiros “brotos” dos membros: braços e pernas começam a se formar.
Mudanças no corpo da mãe
A produção hormonal continua a aumentar, o que explica muitos dos sintomas dessa fase. Entre os mais comuns estão:
- Náuseas e vômitos matinais;
- Fadiga intensa;
- Seios mais sensíveis e aumentados;
- Oscilações de humor;
- Cólicas leves, relacionadas ao crescimento do útero.
Essas sensações são normais, mas se as cólicas forem intensas ou acompanhadas de sangramento, procure orientação médica.
Começo do pré-natal
A sexta semana de gestação é um momento oportuno para iniciar o pré-natal. Quanto mais precoce o acompanhamento, maiores são as chances de identificar riscos, orientar a gestante e promover a saúde da mãe e do bebê desde o início.
Nessa fase, o principal exame indicado é o ultrassom transvaginal, que permite confirmar a idade gestacional, verificar se a gestação está localizada dentro do útero e identificar a presença de batimentos cardíacos embrionários.
Além desse exame, o médico pode solicitar análises laboratoriais iniciais,como o beta-hCG quantitativo, tipagem sanguínea e fator Rh, hemograma, glicemia, sorologias para infecções como sífilis, HIV e hepatites, exame de urina e avaliação da função tireoidiana, quando indicado.
Em situações específicas, como histórico de abortamento, doenças prévias ou fatores de risco, outros exames complementares podem ser necessários para garantir um acompanhamento individualizado e seguro.
Guardião do início da gravidez
O beta-hCG é conhecido como o teste de confirmação da gravidez, mas, além disso, esse exame pode trazer informações importantes sobre sua evolução inicial. Nas primeiras semanas, os valores tendem a dobrar a cada 48 ou 72 horas, um padrão que ajuda a confirmar que está tudo sob controle.
O hCG também tem o papel de manter ativo o chamado corpo lúteo, responsável pela produção inicial de progesterona, hormônio fundamental para sustentar o embrião. Após 10 a 12 semanas, a placenta passa a assumir a produção hormonal e, então, os níveis de hCG começam a cair gradualmente, deixando de ter importância clínica.
Como se cuidar nesta fase
- Priorize o consumo de alimentos leves se estiver com náuseas;
- Mantenha hidratação adequada;
- Descanse sempre que puder, já que a fadiga é comum no primeiro trimestre;
- Não use medicamentos sem orientação médica;
- Continue tomando ácido fólico, conforme prescrito. Esse nutriente é fundamental para o desenvolvimento neurológico do bebê, por isso, deve ser suplementado na gravidez.
Revisão técnica: Rômulo Negrini (CRM 113055/RQE 54854), do Einstein Hospital Israelita.




