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Vitamina K2: saiba suas funções no organismo e as fontes alimentares

Atualizado em 20/03/2026
Tempo de leitura: 3 minutos

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Uma mesa repleta de alimentos ricos em vitamina K2, entre eles: Ovos, leite e queijo

A vitamina K foi descoberta em 1929, como um nutriente essencial para a coagulação sanguínea. A descoberta inicial foi relatada em um periódico científico alemão, no qual foi chamada de Koagulationsvitamin, termo que deu origem ao seu nome, K.

Existem duas formas principais dessa vitamina: a K1 (filoquinona), encontrada em alimentos vegetais, como folhas verdes; e a K2 (menaquinona), presente em alimentos de origem animal e fermentados, mas também produzida por bactérias intestinais.

Benefícios à saúde

A vitamina K2 desempenha várias funções importantes no organismo. Uma delas é a já mencionada ajuda na coagulação sanguínea, evitando sangramentos excessivos quando a pessoa se machuca ou passa por algum processo cirúrgico.

Além disso, a K2 tem um papel fundamental na saúde dos ossos, pois ajuda o cálcio a “entrar” nos ossos, fortalecendo a estrutura e prevenindo a fragilidade óssea que vem com o envelhecimento e pode levar à osteoporose.

Outra função importante é impedir que o cálcio se acumule nos tecidos moles e nas artérias. Esse processo evita o endurecimento dos vasos sanguíneos que leva a problemas cardiovasculares.

O que a deficiência de vitamina K2 pode causar?

Quando em falta no organismo, o sangue pode demorar mais para coagular, o que aumenta o risco de sangramentos crônicos. Esse sintoma pode aparecer como hematomas fáceis (aqueles roxinhos que aparecem “do nada” no corpo ou após um impacto), sangramento gengival e/ou sangramento no nariz de difícil controle.

A falta de K2 também afeta negativamente os ossos, deixando-os mais frágeis com o tempo, o que pode causar osteopenia ou osteoporose. Além disso, quando o cálcio não está indo para o lugar certo, devido à falta de K2 no organismo, ele pode acabar se acumulando nos vasos sanguíneos e, o que leva o risco de males como a aterosclerose.

Fontes alimentares

Podemos encontrar a vitamina K2 nos seguintes alimentos:

  • queijos fermentados (minas padrão, coalho, cottage e mussarela);
  • queijos fermentados e maturados (gouda, brie, emmental, camembert, parmesão curado, gruyère);
  • gema de ovo;
  • leite integral;
  • manteiga;
  • coxa e sobrecoxa de frango;
  • fígado de galinha e fígado bovino;
  • carne vermelha bovina;
  • salmão selvagem;
  • enguia;
  • sardinha;
  • natô (soja fermentada japonesa);
  • missô (pasta fermentada de soja e arroz).

Dupla perfeita

A vitamina K2 forma uma parceria importante com a vitamina D. Enquanto a D ajuda o cálcio a ser mais absorvido pelo corpo, a K2 garante que o mineral chegue a estruturas como ossos e dentes. 

Também vale lembrar que uma microbiota intestinal equilibrada ajuda o corpo a absorver melhor todos os nutrientes e até a produzir pequenas quantidades naturais de K2. Quando a microbiota está em desequilíbrio, na chamada disbiose, essa produção pode cair e prejudicar várias funções do organismo.

Para os esportistas, bons níveis de vitamina K2 ajudam também na recuperação muscular e reduzem o risco de microlesões.

Quantidade diária?

Não existe uma recomendação universal de consumo da vitamina K2 isoladamente. A recomendação se aplica à vitamina K, que inclui tanto a K2 quanto a K1. Nesse caso, a ingestão deve se dar pela alimentação no dia a dia. Isso porque a vitamina K (tanto a K1 quanto a K2) é lipossolúvel, ou seja, se dissolve em gorduras e óleos, o que faz com que seja melhor absorvida quando há fontes gordurosas na alimentação.

Ao consumir, por exemplo, ovo junto a um queijo fermentado e porções moderadas de carne e/ou laticínios ao longo da semana, já é possível atingir o aporte mínimo que suporte as funções da vitamina K2.

Suplementação

A vitamina K2 pode ser suplementada, mas isso deve ser feito com orientação profissional. É muito importante consultar um médico ou nutricionista antes de começar qualquer suplementação, uma vez que esses profissionais irão avaliar a real necessidade do suplemento e definir a dose e o tipo mais adequados para cada pessoa.

Interação medicamentosa

Pessoas que usam anticoagulantes orais, como a varfarina, precisam ter atenção especial à ingestão de vitamina K. Por atuar na coagulação do sangue, mudanças bruscas no seu consumo, tanto para mais quanto para menos, podem interferir no efeito do medicamento.

O ideal é manter uma ingestão estável de vitamina K, sem exageros nem restrições repentinas, e sempre avisar o médico e o nutricionista responsável pelo tratamento sobre o uso do fármaco. Dessa forma, é possível ajustar a dose do anticoagulante com segurança e evitar riscos de sangramento ou coagulação excessiva.

Revisão técnica: Leandro Thome Baptista (CRN1 12448), nutricionista do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

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