A acebrofilina é um medicamento da classe dos broncodilatadores com propriedades mucolíticas e expectorantes. Sua ação combina relaxamento da musculatura lisa brônquica com modulação da produção e da viscosidade do muco, o que favorece a desobstrução das vias aéreas.
Costuma ser indicada para o tratamento sintomático e preventivo de doenças agudas e crônicas do aparelho respiratório, como:
- Bronquite obstrutiva ou asmatiforme;
- Asma brônquica;
- Traqueobronquite;
- Broncopneumonia;
- Bronquiectasia;
- Pneumoconiose;
- Rinofaringite;
- Laringotraqueíte;
- Enfisema pulmonar.
Como usar a acebrofilina
Classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com tarja vermelha, a acebrofilina só pode ser comercializada mediante a apresentação de prescrição médica. Não existem diretrizes específicas para o tratamento de cada patologia. Os detalhes em relação à dose e à duração do tratamento variam, e cabe ao médico avaliar cada caso de maneira individualizada e sugerir a melhor abordagem a ser seguida.
Vale lembrar que a automedicação nunca é recomendada. Essa prática pode diminuir a eficácia do tratamento, bem como aumentar os riscos de efeitos colaterais mais graves.
Efeitos colaterais
O uso da acebrofilina pode levar a efeitos colaterais de natureza dermatológica, gastrointestinal, cardiovascular e neurológica. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Prurido (coceira);
- Erupção cutânea;
- Urticária;
- Dermatite de contato;
- Náusea;
- Vômito;
- Boca seca;
- Diarreia;
- Dor abdominal e epigástrica;
- Constipação;
- Salivação excessiva;
- Taquicardia;
- Tremor;
- Agitação;
- Sonolência;
- Insônia;
- Vertigem;
- Fadiga.
Contraindicações
A acebrofilina é contraindicada a pacientes com hipersensibilidade ao princípio ativo, bem como a aminofilina, teofilina e ambroxol. Também não deve ser utilizada por pessoas com doenças hepáticas, renais ou cardiovasculares graves, úlcera péptica ativa ou histórico de convulsões.
Em gestantes, o uso deve ser evitado especialmente no primeiro trimestre. O medicamento está classificado na categoria de risco C para a gravidez, ou seja, não deve ser utilizado sem orientação médica.
Pessoas com hipertensão arterial, cardiopatias ou hipoxemia grave só devem utilizar o fármaco sob orientação e acompanhamento médico.
Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).



