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Acebrofilina: saiba a indicação e os efeitos colaterais do broncodilatador

Atualizado em 27/03/2026
Tempo de leitura: 2 minutos

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Uma pessoa dosando em copinho de medicamento o broncodilatador

A acebrofilina é um medicamento da classe dos broncodilatadores com propriedades mucolíticas e expectorantes. Sua ação combina relaxamento da musculatura lisa brônquica com modulação da produção e da viscosidade do muco, o que favorece a desobstrução das vias aéreas.

Costuma ser indicada para o tratamento sintomático e preventivo de doenças agudas e crônicas do aparelho respiratório, como:

  • Bronquite obstrutiva ou asmatiforme;
  • Asma brônquica;
  • Traqueobronquite;
  • Broncopneumonia;
  • Bronquiectasia;
  • Pneumoconiose;
  • Rinofaringite;
  • Laringotraqueíte;
  • Enfisema pulmonar.

Como usar a acebrofilina

Classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com tarja vermelha, a acebrofilina só pode ser comercializada mediante a apresentação de prescrição médica. Não existem diretrizes específicas para o tratamento de cada patologia. Os detalhes em relação à dose e à duração do tratamento variam, e cabe ao médico avaliar cada caso de maneira individualizada e sugerir a melhor abordagem a ser seguida.

Vale lembrar que a automedicação nunca é recomendada. Essa prática pode diminuir a eficácia do tratamento, bem como aumentar os riscos de efeitos colaterais mais graves.

Efeitos colaterais

O uso da acebrofilina pode levar a efeitos colaterais de natureza dermatológica, gastrointestinal, cardiovascular e neurológica. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Prurido (coceira);
  • Erupção cutânea;
  • Urticária;
  • Dermatite de contato;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Boca seca;
  • Diarreia;
  • Dor abdominal e epigástrica;
  • Constipação;
  • Salivação excessiva;
  • Taquicardia;
  • Tremor;
  • Agitação;
  • Sonolência;
  • Insônia;
  • Vertigem;
  • Fadiga.

Contraindicações

A acebrofilina é contraindicada a pacientes com hipersensibilidade ao princípio ativo, bem como a aminofilina, teofilina e ambroxol. Também não deve ser utilizada por pessoas com doenças hepáticas, renais ou cardiovasculares graves, úlcera péptica ativa ou histórico de convulsões.

Em gestantes, o uso deve ser evitado especialmente no primeiro trimestre. O medicamento está classificado na categoria de risco C para a gravidez, ou seja, não deve ser utilizado sem orientação médica.

Pessoas com hipertensão arterial, cardiopatias ou hipoxemia grave só devem utilizar o fármaco sob orientação e acompanhamento médico.

Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).

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