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Nitrofurantoína: saiba as indicações e os efeitos colaterais do antibiótico

Atualizado em 24/02/2026
Tempo de leitura: 3 minutos

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Uma pessoa sentada em um sofá com desconforto na região pélvica

A nitrofurantoína é um antibiótico específico para o tratamento de infecções do trato urinário (ITU). Costuma ser indicado para casos mais simples, como cistite, e a prevenção de recorrências.

Não é adequado para quadros infecciosos nos rins, como a pielonefrite. Suas concentrações no sangue e no parênquima renal (tecido do rim) são consideradas baixas e insuficientes para tratar adequadamente uma infecção que já se instalou nesses órgãos.

Classificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com tarja vermelha, a nitrofurantoína só pode ser comercializada mediante a apresentação de uma receita médica. A forma de uso varia conforme a idade do paciente, a gravidade da infecção e se o remédio servirá para tratar ou prevenir recorrências.

Como usar

Em adultos, as doses costumam ser administradas de duas a quatro vezes ao dia, por um período de três a sete dias. Em alguns casos, como na prevenção de infecções urinárias recorrentes, o medicamento pode ser utilizado por períodos mais longos, sempre sob acompanhamento médico.

No geral, a recomendação é de que a nitrofurantoína seja ingerida com alimentos, o que melhora sua absorção e reduz o risco de desconfortos gastrointestinais. O tratamento deve ser seguido até o fim do período prescrito, mesmo que os sintomas desapareçam antes, para evitar a recorrência da infecção e o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Efeitos colaterais

Como todo antibiótico, a nitrofurantoína pode causar efeitos adversos. Os mais frequentes incluem:

  • Náusea;
  • Vômito;
  • Perda de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Gases;
  • Diarreia leve.

Também é relativamente comum a alteração da cor da urina, que pode adquirir um tom amarelo-escuro ou amarronzado. Esse efeito é considerado benigno e reversível após o término do tratamento.

Embora raras, reações mais graves podem ocorrer e exigem atenção médica imediata. Entre elas estão:

  • Tosse persistente;
  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Alterações neurológicas, como dormência e formigamento nas extremidades;
  • Sinais de comprometimento hepático, incluindo icterícia, urina escura e dor abdominal;
  • Reações alérgicas, que podem se manifestar com inchaço no rosto, dificuldade para respirar e urticária.

Esses eventos são mais comuns em tratamentos prolongados ou grupos específicos, como idosos ou pacientes com doenças pré-existentes. Caso algum desses sintomas seja notado, procure atendimento médico. Se necessário, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pode ser acionado pelo número 192.

Contraindicações

A nitrofurantoína é contraindicada para pessoas com doença renal grave, já que a eliminação inadequada do medicamento pode reduzir sua eficácia e aumentar o risco de toxicidade. Ela também não deve ser utilizada por indivíduos com histórico de icterícia ou problemas hepáticos associados ao uso prévio da substância, nem por pacientes com dificuldade importante de urinar.

Gestantes devem ter atenção especial, pois a medicação não é recomendada nas últimas semanas de gravidez. Como o sistema enzimático do recém-nascido ainda é imaturo, ele não consegue lidar com o estresse oxidativo causado pelo fármaco. Com isso, aumenta o risco de complicações relacionadas à destruição das hemácias, como quadros de anemia hemolítica e hiperbilirrubinemia.

Pessoas com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), anemia hemolítica, doenças pulmonares e distúrbios hepáticos ou neurológicos também demandam acompanhamento médico rigoroso antes de iniciarem o tratamento.

Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).

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